56,5% das incorporadoras já usam IA, mas poucas transformam isso em resultado.
A Constru_News é a newsletter do Ecossistema Sienge, a sua curadoria de informações estratégicas para a liderança que constrói o amanhã.
Nesta edição especial de indicadores, descubra dados sobre a utilização de IA nas incorporadoras e o que separa quem já colhe resultado de quem ainda só testa a tecnologia.
NA EDIÇÃO DE HOJE:
🤖 56% das incorporadoras já usam IA em alguma etapa da operação
🏗️ 31,6% da maturidade em IA está no marketing e obras
💰 56% dos CEOs ainda não veem retorno financeiro tangível da IA
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OVERVIEW
🤖 A IA virou maioria nas incorporadoras
A Morada.ai levantou que56% das incorporadoras brasileiras já usam IA em alguma etapa da operação. Boa parte, porém, entrou nesse movimento há pouco tempo: 41,7% usam IA há no máximo 3 anos.
Os ganhos percebidos também variam.
O principal benefício está no atendimento ao cliente, seguido por produtividade. Redução de custos e apoio à tomada de decisão ficam por último, empatados.
Isso mostra que, hoje, a IA ainda ajuda mais a atender bem do que a decidir melhor.
🏗️ Quem sai na frente com IA, e o que vem a seguir
Nem toda incorporadora está no mesmo estágio de uso da IA. Marketing e gerenciamento de obras lideram, empatados, a adoção da tecnologia. E as duas frentes têm algo em comum: o resultado aparece rápido e é fácil de medir, seja na eficiência comercial ou no acompanhamento da execução.
A próxima fronteira é a análise de crédito, prioridade de quem ainda não usa IA, à frente de projetos e engenharia. Um exemplo de empresa que já vem investindo nessa frente é o QuintoAndar, que cruza 85 milhões de dados via IA para avaliar inquilinos.
Marketing aparece em terceiro, sinal de que a área segue atraente até para quem vai começar agora.
Apesar do interesse, existem obstáculos importantes para quem ainda não aderiu. O principal é a dúvida sobre o retorno do investimento, apontada por 23,8% das empresas. Na sequência, aparecem a falta de equipe preparada (19,5%) o direcionamento de recursos para outras prioridades e o desconhecimento sobre IA (17,3% cada). Mostrando que às vezes a barreira é mais de gente que de tecnologia.
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Esse cenário ajuda a explicar por que tantas iniciativas terminam sem escala. Segundo o GRI Institute, a maior parte dos experimentos de IA nunca chega à produção.
Mas nem todo mundo trava. Laboratórios especializados aqui na América Latina invertem esse quadro ao adotar sprints mais curtos, de 45 dias, com foco no problema de negócio e patrocínio da alta liderança.
Bruno Cantalupo, diretor da BCB Inteligência, atribui a diferença à maturidade do processo das empresas que já avançam. Segundo ele, quem sai na frente transformou "interesse e testes pontuais" em processos, governança e resultados mensuráveis.
Talvez seja por isso que o mercado não recua, mesmo sem ver o retorno esperado. É previsto que 37,1% das incorporadoras que usam IA ampliem o investimento ainda em 2026, e 35,8% mantenham o nível atual de alocação.
A adoção da IA já é consenso no setor imobiliário. O diferencial competitivo agora está em quem conseguir transformá-la em resultado sustentável, e isso começa antes da tecnologia, no processo e nas pessoas.
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