O que dizem os representantes da construção, crescimento do crédito e volta dos escritórios. |
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Quinta-feira, 16 de abril de 2026 |
FGTS preocupa, mas crédito imobiliário sobe: atenção redobrada no funding 💸 |
A Constru_News é a newsletter do Ecossistema Sienge, a sua curadoria de informações estratégicas para a liderança que constrói o amanhã. |
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NA EDIÇÃO DE HOJE:
💰 Possível saque do FGTS contra endividamento pega setor de surpresa. 🗣️ “Será que está mesmo muito bem vendido, ou você deu muito desconto?” 📊 Fio de cobre tem alta importante de +28,63% no acumulado de 12 meses.
📅 Está chegando a 4ª edição do BIM Fórum Conference, maio em SP. |
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💰 Saque do FGTS acende alerta |
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O novo programa para reduzir o endividamento de famílias está gerando preocupação no mercado imobiliário.
A medida ainda não é oficial, mas deve ser apresentada em breve, liberando o saque de R$ 7 bilhões do FGTS a cerca de 10 milhões de trabalhadores. Para ter uma ideia, o endividamento saltou de 17% em 2005 para quase 50% da renda em 2025.
Algo precisa ser feito, já que o superendividamento, por si só, é negativo para o setor. Dados mostram que ele reduz em 40% o impacto da alta da renda sobre o consumo — o que pode impactar, também, o apetite pela compra de imóveis. Mas as autoridades do setor acreditam que o FGTS não é a melhor alternativa:
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CBIC:
o fundo é utilizado majoritariamente para financiar a casa própria e, por isso, toda medida que retira recursos do FGTS reduz o acesso ao financiamento, especialmente para os de menor renda.
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Abrainc:
a medida pode impedir a construção de até 50 mil unidades habitacionais, com impacto potencial de cerca de 91 mil empregos. No PIB, a estimativa é de redução de R$ 9,1 bilhões, além de perda de R$ 2,1 bilhões em arrecadação de impostos.
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Secovi-SP:
ao desviar a finalidade do Fundo, a medida ignora seu papel estruturante na economia real e nas políticas públicas de habitação, saneamento e infraestrutura.
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Sinduscon-SP:
a proposta pode até aliviar o orçamento no curto prazo, mas não ataca a raiz do endividamento, ligada aos juros altos e ao cenário macroeconômico.
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| Consultora econômica e pesquisadora da FGV EESP |
“Esse dinheiro pode virar consumo ou poupança. O que virar consumo, novas dívidas e, a esse patamar de juros, pode sim resultar em inadimplência e aumento do endividamento à frente". |
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| 🪙️ Maior volume histórico de crédito |
O FGTS é justamente a maior fonte de funding da Caixa. Apesar do cenário, o banco está otimista e pretende fazer este ano a maior concessão de crédito imobiliário de sua história. Por que agora? Além da demanda aquecida, o orçamento da instituição cresce e bate recorde: |
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R$ 144,5 bilhões do FGTS, acima dos R$ 126,8 bi do ano passado;
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R$ 30 bilhões vindos do Fundo Social do Pré-Sal;
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R$ 20 bilhões via SBPE, mais que o triplo que o ano passado.
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A retomada também foi possível pelo fim da obrigatoriedade de os bancos destinarem 20% da poupança ao compulsório do Banco Central.
Não é só a Caixa que está otimista, mas o mercado como um todo: Bradesco, por exemplo, projeta expansão 10% a 15% maior que 2025.
De acordo com a Abecip, a previsão é que as concessões via SBPE cresçam 15% em 2026 e alcancem os R$ 180 bilhões, revertendo um recuo de 13% registrado no ano passado.
Mas a guerra pode restringir tudo. Para Jorge Cury, presidente do Secovi-SP e CEO da Trisul, as condições já estavam ficando melhores com a expectativa de queda nos juros e medidas de estímulo ao crédito. Mas a escalada do conflito pode aumentar juros e pressionar os preços. Ficaremos atentos! |
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💼 Escritórios voltaram de vez? |
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Outro indicativo é a volta dos grandes inquilinos, empresas que assinam contratos de locações de áreas extensas. Já são 70 empresas na capital paulista que alugam regiões superiores a 10 mil m² (há quatro anos, eram apenas 52). |
Porém, o cenário está longe de ser uniforme. A recuperação desse mercado se dá principalmente em áreas “prime” de trabalho, sendo o maior exemplo a Faria Lima (apenas 7% de vacância). Áreas como Av. Chucri Zaidan e Pinheiros também estão em ascensão - e
já tem construtoras saindo na frente.
O mercado ainda evolui com cautela e um sinal disso é a queda de 15% na absorção líquida em 2025, refletindo escassez de estoque novo e maior seletividade das empresas na escolha de espaços corporativos.
O BTG também está receoso já que a dinâmica de preços de locação continua fraca em São Paulo, com exceção da Faria Lima.
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A redução da vacância também tem impulsionado outra tendência, a dos apartamentos compactos. A escassez de terrenos, demanda por moradia próxima do trabalho e os altos preços fizeram com que empresas como Global Realty apostassem em projetos menores.
E já deu resultado! 65% dos apartamentos no Aeterna Paulista, por exemplo, foram vendidos em 90 dias. E o preço? O valor do metro quadrado é por volta de R$ 6 mil mais barato do que a média em unidades maiores na mesma região. |
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Head de Originação na INCO |
| Esse é o custo de capital mais caro |
Captar dinheiro e entregar margem parece o cenário perfeito. Mas já pensou que vender muito não significa vender bem?
Tem incorporador que se vangloria dizendo que “não constrói nada com dívida”. Só que aí vende as primeiras unidades super descontáveis, matando o projeto lá na frente. O problema de funding não aparece ali no começo da tua construção. |
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Você pode pensar que está muito bem vendido, mas se deu muito desconto... essa conta vai aparecer cara no longo prazo. O pior é que raramente o incorporador faz essa conta!
Por isso que digo e vale de alerta: o desconto talvez seja o custo de capital mais caro que existe. |
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De olho no preço dos materiais 🧱 |
O IPMC: Índice de Preço de Materiais de Construção mostrou que no acumulado de 12 meses o cenário é misto: fio de cobre e cimento acumulam inflação, enquanto argamassa, ferro e tinta registram deflação. O fio de cobre se destaca dos demais, com alta de 28,63%. |
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Ferro
▼ -7,06%
Após quedas expressivas no 1º semestre de 2025, o insumo voltou a subir, mas perdeu força e encerrou mar/26 em queda (-0,29%).
Cimento
▲ +7,37%
Trajetória consistente de elevação, apesar da deflação em jan/26 e fev/26.
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Argamassa
▼ -7,21%
Recuos se estenderam pelo período, apesar da breve recuperação no fim de 2025 e em mar/26.
Fio de cobre
▲ +28,63%
Trajetória de elevação sustentada e aceleração marcante a partir de jan/26.
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Tinta
▼ -5,30%
O último pico foi em nov/25 (+1,07%). Desde então, acumula 4 meses de variações negativas ou próximas de zero.
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Fique por dentro dos eventos mais importantes para a sua carreira! |
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O maior evento de gestão e tecnologia da indústria da Construção e Mercado Imobiliário abriu oficialmente o 3º lote. O setor estará reunido. Garanta seu lugar antes do aumento final! |
📅 1 e 2 de julho de 2026 📍 Florianópolis (SC) |
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| Sustainable Buildings and Construction Summit 2026 |
O fórum internacional reúne líderes e inovadores do meio acadêmico, governo, indústria e sociedade civil para reimaginar a forma como construímos e vivemos. |
📅 20 a 22 de abril de 2026 📍Lausanne (Suiça) |
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A 4ª edição vai receber especialistas e lideranças para discutir como BIM, IA e dados estão impulsionando a construção industrializada e sustentável. |
📅 6 e 7 de maio de 2026 📍São Paulo (SP) |
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| O 101º ENIC terá seis hubs temáticos e grandes nomes debatendo o que é mais relevante para o presente e o futuro do setor. |
📅 19 a 21 de maio de 2026
📍São Paulo (SP) |
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